30/12/2013

Disfaçatez de amar



Quando eu senti saudade,
eu vou dizer pra mim que te amo.
Quando eu senti tua falta,
vou lembrar só da tua presença.
Quando eu senti falta de teu riso,
vou me derramar em encantos.
Comparar-te a flor, essências!
Meus canteiros de que reguei a vida inteira.

Pra te escolher.
Pra te colher.
Mas quando a saudade teimar em doer,
vou fingir que passa logo,
que é só sinal de amor.

Quando o silêncio me debruçar a refletir,
disfarçarei solidão.
Quando a lágrima teimar,
vou fingir.
Pois sou fingi-dor.
Quando olhar pro Sol, nostalgia.
Mas te verei na luz, na luz do amor.
Quando o tempo teimar,
Alentarei desejos, sonhos frustrações...
Quando eu senti saudade outra vez,
outra vez fingirei que nem te amo mais.
Vou até esnobar de mim, fingindo assim.
Nilson Ericeira
Robrielle

Deus me pediu pra falar uma coisa pra você!



Na vida há momentos para tudo. Tudo tem seu tempo e o nosso tempo não é o mesmo tempo de Deus. Às vezes nos angustiamos com a espera, entendendo até que a injustiça vai prevalecer ante a justiça, mas não é verdade, pois a vitória de Deus chega ao tempo certo, no tempo da justiça.
Agora chegou o momento de agradecer e dizer que devemos revigorar nossas forças e nos prepararmos para novas lutas. Hoje nós já podemos dizer que juntos já fizemos muito em tão pouco tempo.
Devo pedi desculpas quando falhei tentando acertar. Mas estou certo de que não há em mim sentimento de culpa de que tenha magoado alguém de forma intencional. Sei que na educação e na vida nenhuma atitude egoística se aplica.
Convido-lhe a entrelaçarmos as nossas mãos e unirmos esforços pela causa da educação de nosso Arari. É desta forma que eu agradeço a todos que mesmo não percebendo me ajudaram a seguir.
Pois sei que é preciso amar as pessoas. 

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira)

29/12/2013

Pai



Todos os dias penso em ti.
A vida me ensinou a te amar.
Me desde a vida e ensinaste a amar.
Olha meu pai,
não foram poucos os caminhos.
Por tantos caminhos!
Pai tu és mais que um companheiro.
Muito mais que um amigo.
Pai tu és o meu abrigo, porto seguro e tudo.
E se hoje a minha alegria é triste...
E no fundo o meu eu às vezes desiste.
Não é por falta de amor.
Eu sei que tu não lembras mais,
Mas tuas mãos me deram para o mundo.
Pois é, eu cair no mundo.
Passei por muitas coisas, estive em meio a tempestades,
mas sempre com meu olhar em vocês.
Não perdi i foco dos teus ensinamentos.
Hoje meu pai eu posso te dizer.
Que sempre sinto as tuas mãos nas minhas.
Sinto a tua sombra e o teu calor.
Olha pai,
ontem eu me olhei no espelho.
Mas no espelho do nosso amor!
Vi-me igualzinho a ti.
Enxerguei-me menino, valente.
Refletiu teu ser em mim!
Pai tu és a minha essência escrita, decodificada,
atino e caminhos...
Assim eu posso te dizer.
Assim eu posso silenciar e soluçar.
Assim eu resisto o sofrer.
Mas devo repeti: eu te amo. 

Nilson Ericeira
Robrielle

28/12/2013

Quando se vive numa sociedade violenta: o que esperar do futuro?




No Maranhão, o ano de 2013 não foi fácil, o nível de desemprego é alto (não há política nesse sentido), os indicadores sociais são péssimos, e para piorar ainda mais, a in-segurança pública enfeou nosso estado com imagens estarrecedoras (imagens reproduzidas do real cujo resultado foi uma verdadeira carnificina). Acontecimentos que ganharam divulgação no mundo inteiro e chamaram a atenção das autoridades internacionais, principalmente das entidades que têm como objetivo a preservação e valorização do homem como centro das relações sociais. Ressalta-se que o direito à vida é um direito sagrado e indisponível. Muitas verdades poderiam ser ditas: uma delas é de que o apenado está sob a tutela do estado e este tem responsabilidade objetiva sobre a sua integridade. O que está em jogo neste momento não é o poder pelo poder ou qual poder virá a ser, mas a vida de seres humanos! Os Poderes estes precisam se fortalecerem. 
Isto não é de minha lavra e há muito tempo os estudiosos já disseram que quando as instituições apodrecem, em que o estado não promove o seu fim último que é promover a paz social por meio de condições de vida digna para os agentes formadores da sociedade, não há como resguardar direitos. Desmerecer o estado constituído é fazer cambalear um dos seus pilares que é a democracia com o Estado Democrático de Direito. Ser livre é ser liberto das amarras do que nos atrasam, nos oprime e nos leva a violências.
Aqui no Maranhão a violência nos assusta e atinge a todos nós. Prolifera como uma praga daninha e adentra a família e quando nos damos conta já temos reféns dentro da nossa própria casa. Geralmente as presas mais fáceis são jovens e adolescentes que muito cedo experimentam prazeres fáceis em torça de uma vida aparentemente fácil, tornando-se escravos do crime. Mas no final, todos sofremos, principalmente os pais que se sentem impotentes ante ao crime. E deveríamos recorrer! Mas pra quem? Pois a violência da ausência de Estado nos remete a outras violências.
Raros foram os momentos em que os maranhenses viveram com tranquilidade neste ano de 2013. A violência ganha vultos sem precedentes. É de minha humilde opinião de que o estado perdeu o controle. Como disse da minha humilde opinião. Mas os fatos nos confirmam isto. Aqui se mata policial como quem punha farinha no saco, atiram em trailers da PM, atiram contra o quartel, jornalistas são mortos ou ameaçados, nos presídios: a barbárie. Ninguém pode mais sentar na porta de suas casas. Assaltos com roubos de carros sãos constantes, isto porque não estamos falando da violência no campo em que dezenas de trabalhadores são assassinados. Também se configuram inúmeros assaltos a bancos que, quando a Polícia realiza o seu trabalho de inteligência e tenta evitar, redunda em morte. Aqui não voltamos à barbárie, estamos nela! O povo sofre com uma das mais graves crises de sua história. O pior disso é que a crise não é uma crise ideológica e nem por luta estrita de direitos, mas tão completamente pelo restabelecimento da ordem. Lembra-me a uma frase do achamento do Brasil: “aqui se plantando tudo dá”. Alguém consegue precisar exatamente sobre a estatística do crime no Maranhão. Os dados oficiais são alarmantes.  Um exemplo de que não pode ficar de fora dessa alusão à violência é o número crescente de mortes nos trânsito num estado que muitas pessoas não estão preparadas para dirigir um automotor ou quaisquer veículos motorizados, pois põem a vida delas e das outras pessoas em risco. Isto se soma a total falta de educação de condutores de veículos e transeuntes que ultrapassa as barreiras da simples ignorância. Alguém me dissera também: quer conhecer um homem, dê a ele poder e ama. Um automóvel também transpira poder e auto-suficiência para os ignorantes.  Dó os ignorantes fazem de uma condução uma arma.
Não sou um especialista, não sou da área da segurança, sou apenas um cidadão que vive os momentos da história e este momento eu confesso, estou com bastante preocupação do que será do futuro de milhares de jovens.
O ano de 2014 é um ano de eleições. Certamente será um ano de mudanças. Aí sim entra a questão da revolução silenciosa. É neste contexto que temos a oportunidade única e exclusiva de mudarmos ou piorarmos a situação. Pois muitos dos nossos representantes não deram certo, pois já foram muito mais do que experimentados, por mais que não devêssemos experimentar com a vida das pessoas. Caso permaneçam com suas procurações renovadas estaremos a confirmar o estado criminoso, marginal, um estado de alguns e para alguns. Com isto não confirmo que precisamos condenar ou atribuir todos os desmandos as poucos políticos honestos que exista! Estes pelo juízo de nossas consciências devemos confirmá-los. Precisamos pensar e agir, pois está em nós o começo da mudança.
Há várias formas de mudarmos uma sociedade e uma delas é a mudança de paradigmas e valores. Enquanto isso, temos que esperar pela harmonia das consciências ainda vamos ver muitas situações de ausência de estado.  Pois quando uma sociedade se degenera seus líderes fraquejam, a arraia miúda é a que sofre mais, pois o que lhe era para tutelar passa a ameaçar a sua paz.
Caso esta reflexão me leve a imaginar que sou pronto para falar deste assunto, reservo-me o direito de me decepcionar comigo mesmo. 

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira)

Mas me bateu uma saudade!


26/12/2013

Devaneios



Eu me vou, mas vou ficar aqui.
Eu me vou, mas não fico longe de ti.
Eu me vou, mas não vou.
Eu vou e fico aqui.
Eu vou pra outro lugar, mas fico bem pertinho de ti.
Eu vou, mas volto qualquer dia.
Eu me vou, mas com o pensamento em ti.
Eu vou e fico, eu sou daqui.
Eu me vou, mas não demorarei voltar.
Eu me vou, mas vou ficar com saudade de amar.
Eu vou e contarei o tempo pra voltar, pra te amar.
Eu vou e não vou, pois eu vou e fico.
E vou e volto.
Eu vou, mas darei voltas pra voltar.
Eu me fadigarei pra voltar.
Eu vou e volto, mas não volto pro mesmo lugar.
Eu vou e não mais serei o mesmo, não serei eu mesmo.
Não mesmo, mas eu vou e fico.
Eu vou, mas em pensamentos  eu fico.
Eu vou, mas meu coração edifica, ele fica.
Eu vou pra bem longe, eu vou...
Eu vou, mas quando precisares estarei em ti. 

Nilson Ericeira
Robrielle