12/11/2018

Amizade forte...


O amor no ocaso

O sol se foi...
O dia veio...
Sem você no meu jardim
Sem amor, sem tom, sem cor
Sem doce e sal
Nada mais restou...
E me apeguei a lembranças do era
Me restou a primavera e um pedacinho do verão
Meu coração em tempestades, nem o vento eu sentir
Mas da semente que restou, outra vez o amor se fez
O sol apareceu, o solo umedeceu
Outra fez a flor nasceu!
Precisava ver o que era aquilo que ficou
O amor sedimentos e outra vez amanheceu
No orvalho e na saudade, um coração sem idade
Outra vez te recebeu.

Nilson Ericeira

Histórias da Franca, ilustres personalidades e a extensão do meu amor!


Mais uma vez me debruço no tempo para contar história que alegram meu coração. Da minha casa na Franca eu via os sobrados da casa e armazém de Dico Prazer, ao lado direito o senhor Aprígio e dona Cotinha na casa no meio do quintal, à nossa esquerda, dona Leonor e Lusimar.
Os meninos! Ah aqueles meninos não tinham hora para brincar, mas ainda assim ajudavam pais e avós na hora que a coisa apertava.
Dos ilustres moradores da Rua da Franca me lembro de quase todos, porém ressalto alguns que não muito visíveis na memória afetiva pelas suas prestezas e dedicação. Escuto ‘seu’ Bina Figueredo dando os acordes no seu Saque, Bié no seu assovio como quem advinha fartura da natureza em água crescente, dona Cândida com seus bolos de tapiocas manuês de milho...  Ali, na frente da casa de dona Cândida havia um coração de mãe, ou melhor, coração de vó, que acolheu Naldo (de saudosa memória), ‘Figueredo’ e todos os outros da família que se chegavam. Para nós todos, uma mulher íntegra e sábia.
Na casa de dona Leonor: Mundicos (de Rosa e de Lusimar), Sarney e todos os outros netos que igualmente eram acolhidos por àquela boa senhora. Lembro-me da lancha de Alfredo (Senhor) atracada no porto, anexa às de seu Inácio e Princesa (de Manoel de Conceição). Lembro-me ainda que, em tardes de verão, quando a lancha de seu Lindoso (A geleira) apontava que seu apito estridente. Sinal de visita demorada de alguns tripulantes da terra e de bons pescados para a família dos embarcados que seguiam viagem a São Luís.
Lembro-me com exatidão da luta de seu Aprígio e dona Cotinha para educar os seus netos Orlando, Núbia e Ceres. Pessoas dignas de bons préstimos e que não permitiam que seus netos e filhos saíssem do controle de seus ensinamentos. Tanto é que raramente eram vistos brincando com os outros meninos da vizinhança.
Na frente da nossa casa, o velho Dico exercia um papel de liderança na rua. Era um ‘padrista’ convicto, uma vez que nessa época a disputa política era entre Barriguistas e Padristas. Este discutia com qualquer sobre qualquer assunto, mas posso dizer que ainda lembro nas entrelinhas, boas discussões sobre a eleição entre Biné Abas e o Padre Brandt; a ida e chegada do homem a lua; a Copa do Mundo de 1970 e tantos outros...
Geralmente as pessoas de quase um quarteirão inteiro faziam compras no Dico Prazer. Era um comércio de prateleiras de vitrine com um balcão imponente de cor preta. Quando atravessávamos à rua dávamos de frente no o comércio e subíamos um caixote para que pudéssemos estabelecer um canal de comunicação. Com uma lista na mão que geralmente era composta de arroz, farinha, café, açúcar, feijão e toucinho... Ali, comparávamos literalmente amiúde!
Estabeleço esta interação textual para fazer um recorte, um recorte de memória, pois não podia deixar de ressaltar a generosidade de mãe, tia avó e pessoa do bem e especial que era Tia Rosinha, uma criatura das mais humanas que já conheci. Tia Rosinha era uma das mais notáveis moradoras da nossa Rua da Franca, pois o seu coração era irrigado com amor, da mesma forma que fazia florescer o belo jardim da sua casa.
Assim, mesmo sabendo que este é um tecido que rende muitos mais de que a minha simples pretensão, noutro momentos tecerei outros textos com outros aspectos.  


PENSAMENTO DO DIA: Nossos dias deverão servir de referenciais para quem nos admira e, cada dia, pois devemos ser melhores no sentido de pregarmos o amor como instrumento de ligação entre as pessoas. Esse é o sentido da vida plena. (Nilson Ericeira)

11/11/2018

Arari e a saudade de todos os dias


O que a saudade me faz!
Me leva a ti em pensamentos
Me dá cenários e frustrações
Me faz pisar, andar, tocar...
Mas irreal!
É apenas pensamentos e devaneios
Letras que se movem
Neurônio em estresse
Desarrumação!
Desejos de um coração
Fome do ser, do corpo e da alma
De que alguém que sofre ausência doída,
Em dias sofridos e de solidão
Exílio de uma marcação ou deformação
Mas ainda bem, tenho letras e composição!
Ainda assim, te dou meu ser todos os dias até a redenção
Sabes que moras no meu coração
És a minha menina dos meus olhos,
Caldo, prato cheio de minha alimentação
Oh minha cidade querida:
Arari do meu Maranhão!
Estás ao mesmo tempo tão longe e tão perto de minha imaginação
Mas sei é amor e retroalimentação
Ainda bem que tenho um dom,
o de fazer letras se moverem até se juntarem
E fazer poemas...
Com e sem combinação
Mesmo sendo poeta tosco,
quando nem imagino, lá vem outra inspiração
Uma das melhores coisas desta vida é ter que ara ali
Na fonte de minha inspiração
Pois tudo o que sinto são sementes e frutos do meu coração

Nilson Ericeira


Pecado de amar


Eu tenho medo de não poder te dizer o que o meu coração tem de melhor
E de não poder demonstrar as minhas razões de te amar
É que o tempo passa tão de repente que por vezes nem esperamos maturar as sementes
Mas eu sei que trago comigo sentimentos no meu coração
São mensagens da alma, contos de vozes que ressoam em mim
Passagens da vida, canteiros e jardins
Tudo isso é feito do teu amor que irriga o meu coração
Não dizer que não, usar de disfarces fazendo de conta que não
Pois nesta vida há palavras que além de sentir precisamos demonstrar
Eu sei que a natureza do homem é viver e amar
Se estás comigo eu consigo viver, porém se nem me der um sinal
E adoeço e fico de mal...
Caso queiras me dizer alguma coisa, demonstrar ou me encantar
Preste atenção que o meu riso, o meu ser e até os meus sentidos te pedem de mais
Se o que sinto me faz escapar,  não me tenha em culpas
Pois a natureza nos faz pecar por amar

Nilson Ericeira




Uma nova onda está no ar: “O Jornal da manhã, com Carlos Ribeiro”


Venho agradecer o convite feito pelo radialista e advogado Carlos Ribeiro para participar do Programa “O Jornal da manhã”, que começará amanhã, dia 12 de novembro, na Rádio Cidade FM 89,9, de Vitória do Mearim.
Ao tempo em que desejo sucesso ao apresentador e âncora Carlos Ribeiro, coloco-me à disposição para, em momento oportuno, participar do referido Programa.
O “O Jornal da manhã” será de segunda à sexta-feira e começará ás 7h. Deverá se constituir como um canal interativo entre a comunidade, os ouvintes e o apresentador.
Carlos Ribeiro tem vasta experiência em rádio, televisão, inclusive com relevantes serviços prestados em algumas cidades do Maranhão.
De acordo com informações do próprio radialista e advogado Carlos Ribeiro, o Programa “O Jornal da manhã” divulgará e comentará as principais notícias a nível nacional, estadual e regional e ainda terá um portal disponível para a participação do ouvinte, com transmissão ao vivo e simultânea pela internet e plataformas digitais.
Ressalto, desta forma, que fico agradecido por este e por outros convites de emissoras de Vitória do Mearim, de São Luís e de outras cidades do Maranhão, para que eu participe, mas por motivo de força maior tenho recusado tais convites.

Muito agradecido meu amigo,
Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira)
Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e advogado