18/10/2019

PENSAR X PENSAR: Há quem coloque carapuças na medida de suas consciências, sem tirar e nem botar. Isto mostra que ao incomodar-se com algo e trazer para si o que supõe ser consigo mesmo, evidencia-se então um molde. (Nilson Ericeira)

Bebendo na fonte: aprendendo com quem sabe!

Com o meu irmão: pastor e filósofo José de Ribamar Ericeira Sousa.
Obrigado por acessar o Blog do Jornalista Nilson Ericeira - Usina de Ideias.

Gente da casa 'na lente do poeta'

Gente da casa 'na lente do poeta'

Em uma das formas de manter viva a história e a memória do saudoso poeta Paulo César Ericeira de Sousa, publico imagens inéditas do arquivo Na lente do poeta (de PC Ericeira) e Usina de Ideias (de Nilson Ericeira).

Assim, acredito contribuir também com a nossa gente de Arari.

Acesse o Blog do
Jornalista Nilson Ericeira - Usina d
e Ideias.

PENSAMENTO DO DIA: A falsidade e a ingratidão são contra valores – a negação do bem - portanto indexados ao caráter da pessoa portadora e se manifestam de forma muito negativa e depreciativa. (Nilson Ericeira)

17/10/2019

Um pouco mais de mim


Aguardo um pouco
Um pouco mais
Mesmo sem saber com vais
Será que o tempo preservou o teu riso
Rios de encantos
E a voz do meu coração
Será que a vida te fez outra vez margaridas
Angélicas ou flores preferidas
E no peito só peço a tua guarida
Não te inquietes não,
pois eu aguardo o tempo que for
E preservarei esse amor!
Escutarei a voz do meu coração
Mas por que será esta ânsia de amar
O que sei é que vou esperar,
Pois quero outra vez
Só mais uma vez te abraçar


Nilson Ericeira

PENSAR X PENSAR: Eu não gosto do que me incomoda, por isso respeito às pessoas, meço minhas palavras, pondero a minha escrita. Eu sei que tenho pelo menos um objetivo definido na minha vida: amar as pessoas. Pois se a premissa é verdadeira a conclusão também é verdadeira. (Nilson Ericeira)

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL (Preocupação com a febre ou com o termômetro?)

Por: Alex Corrêa – professor da rede pública estadual do Maranhão

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) tem mais de duas décadas e surgiu com a perspectiva fornecer subsídios para a melhoria da gestão dos sistemas de ensino e da melhoria da qualidade de educação nacional. Neste período, o SAEB não apenas se aperfeiçoou como fomentou o surgimento de vários sistemas estaduais e municipais de avaliação, de maneira que hoje estudantes das várias esferas são submetidos a diversos testes de proficiência em larga escala durante o ano.
Porém, o Brasil não aprendeu o suficiente com SAEB e eclosão dessa enxurrada de avaliações.
Tem-se dado preocupação excessiva e, em alguns casos, quase exclusiva aos indicadores de aprendizagem em detrimento dos fatores contextuais. Preocupa-se com o produto e muito pouco com os seus processos condicionantes.
Nesses últimos anos, por exemplo, é difícil um gestor escolar ou professor que não tenha participado de encontros de formação continuada, programas ou ações específicas sobre resultados do SAEB, IDEB e indicadores educacionais em geral. E isso é bom, no sentido de que ajudou a promover certa cultura avaliativa no poder central das secretarias de educação e nas unidades de ensino.
Porém, em boa parte dos sistemas, "elevar a qualidade do ensino" virou uma obsessão por boas notas e tem se resumido a isso: melhorar os indicadores e alcançar metas, uma pressão contraproducente por resultados em condições muitas vezes gritantes. É como se tudo nas escolas e toda a máquina do poder público passasse e viver em função do SAEB, onde "vale tudo" por um bom IDEB. Com esse objetivo, há sistemas que apelam para medidas abjetas indizíveis aqui.
É importante desconstruir essa lógica. Parafraseando o Cristo, não são os sistemas de ensino que foram feitos para o SAEB/IDEB, mas o SAEB/IDEB é que foi feito para os sistemas de ensino.
Ora, é pouco suficiente gestores e docentes "afiados" nos descritores das matrizes de referência das avaliações e nos indicadores de proficiência de suas turmas e escolas trabalhando em condições precárias absolutamente incompatíveis com a consecução dos objetivos educacionais propostos.
É ridículo constatar que boa parte dos sistemas públicos de ensino ainda pereça com escolas com infraestrutura precária, sem bibliotecas, recursos didáticos, professores em uma carreira socialmente desvalorizada e mal remunerada trabalhando em carga horária exaustiva; sistemas de ensino que não possuem seu quadro de professores completo, que mal cumprem seu calendário escolar... Problemas estes que assolam municípios e redes há anos...
O Censo escolar e os próprios questionários contextuais das avaliações apontam dados significativos sobre número de alunos por sala, nível socioeconômico das escolas, complexidade da gestão, media de hora diária trabalhada, esforço docente, tempo de permanência dos alunos na escola, adequação da formação docente, distorção idade-ano, remuneração docente, dentre outros indicadores cujas raízes parecem ignoradas com escassas e tímidas ações de intervenção do poder público e expõem as vísceras de sistemas públicos de ensino que, nessas condições, continuarão fadados aos insucessos contínuos.
Insistir em políticas de gestão e pedagógicas que foquem no conhecimento e melhoria dos indicadores é importante, mas nunca devem ser superiores às mudanças profundas que são condição essencial para a efetiva melhoria da qualidade de ensino.
Enquanto observarmos os sistemas públicos de ensino em mazelas padecendo a 40 graus de febre há anos constatada e não combatermos os problemas na raiz, continuaremos preocupados muito mais com os "termômetro educacionais" numa inversão total de prioridades.
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Fonte: Facebook de Alex Corrêa
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